quarta-feira, 31 de agosto de 2011


...Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.


Clarice Lispector

quinta-feira, 25 de agosto de 2011


Na minha estante, livros, todos pela metade. eu nunca havia percebido, mas desde sempre eu tinha essa eterna mania de deixar tudo pela metade.. começava a fazer o dever de portugues e na metade passava pro de biologia. começava a ver o filme e passava pra novela. ia fazer as unhas e parava assim que terminava de licha-las. ia por partes, por beiradas, não me permitia ir por inteira em nada. eu só acordei pra isso, quando eu simplesmente deixei um amor pela metade, e o pior, não deu pra 'passar' pra outro amor porque eu estava tão apegada que eu literalmente parei no lugar onde estava. a ideia que eu tinha e que não havia me dado conta é que eu não suporto os 'finais, a rotina que traz consigo o desencanto, eu quase fico depressiva até no final dos livros..'Porque o bonito não pode ser pra sempre? Pra que as coisas acabarem?'..e nisso parava mais uma vez..e vi que isso talvez seja estupidez ou maluquice. e decidi que as coisas na minha vida vão começar a ter um começo, meio, e fazer o que né, um fim. terminei de ler os livros inacabados mesmo com a frustração de ter que me desapegar dos personagens, arranjei à duras penas um outro amor que ja sei que é eterno enquanto durar, me conformei com o final da novela, do filme, da beleza.. e mais uma vez recomeçar porque isso eu sei bem fazer..

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Elias =D

Ele dançava de um jeito engraçado, que me fazia rir. Não, eu não estava sorrindo dele, e sim do jeito único que ele tinha de dançar. Ele me fazia pensar coisas boas, ele dançava como se não se preocupasse com os pensamentos alheios, e na verdade não se preocupava. Acho que isso nele me deixava cada vez mais encantada. Eu sempre me importei com opniões alheias, sempre, até aquela noite... Ate ver aquele menino sorridente de camiseta branca dançando de maneira estranha. Até ver aquele menino se aproximando... Até descobrir que não se importar pode ser um erro, pode ser algo estranho pra mim, já que sempre me importei... Só que naquele momento em que ele se aproximou, eu não quis pensar em mais nada, a não ser olhar para ele e sorrir...
E pelo menos naquele instante, não me importar. Apenas dançar.

E me perguntaram se eu já me encontrei, e eu então sorridente disse:
-Não, e não quero.Gosto de ficar perdida assim, em textos, em filmes e em cada lugar ir encontrando um pouco, mas, sem vontade de achar tudo.