terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Menina Mulher de vinte e pocos anos!!!



Olha... Nunca pensei, e repensei tanto em como iniciar um texto. Talvez seja esse o motivo de não saber por onde começar outras coisas que eu busco em minha vida. Me sinto tão confusa em relação a isso que acabo me perdendo entre os começos, meios e fins. Desaprendi a conjugar o verbo relacionar, já não sei mais como se conquista alguém. Acho que esse meu jeito durona de ser espanta quem vai chegando devagar. Não é fácil ser essa estranha que lava um mundo nas costas e sabe compartilhar de uma maneira mais estranha ainda o que realmente sente. 
Sou tudo o que esses meus vinte e poucos me fizeram ser. Já cheguei a pensar que sabia tudo da vida, hoje apenas carrego as minhas razões. Minha coleção de erros faz com que eu tome algumas decisões, nem sempre as mais fáceis, mas de todas as mais sensatas. E foi exatamente assim que fui construindo o meu caráter, dando formato a minha essência, clareando as minhas certezas e definindo a minha ideologia. Aprendi a dar importância nas opiniões contrárias e foi exatamente assim que descobri que a verdade é apenas um ponto de vista.
Algumas coisas já não faziam mais sentido então, resolvi procurar algum sentido para minha vida. Fui tentar mudar, procurar os pedaços que se encaixavam onde já não tinha mais nada. E eu juro, não sabia o tamanho da responsabilidade que me esperava. Fui justa, fui burra e fui cega. Foi difícil carregar um peso enorme nas costas enquanto o mundo me apontava o dedo, me crucificava, me ignorava e ainda tirava um tempo para rirem da minha cara. Mas fui forte, fui eu. Ali no meu espaço sem incomodar ninguém eu estava sempre de pé, cabeça erguida e um sorriso enorme no rosto. Com isso aprendi a transformar toda negatividade em fortaleza. 
Já me interessei por pessoas sem conteúdo. Já disse eu te amo por dizer. Já acreditei que seria para sempre. Já me entreguei a promessas absurdas porque simplesmente não sabia a verdadeira necessidade de mentir. Foi então que aprendi a mentir. De copo em copo fui afogando saudades, bebendo vazios e me preenchendo de realidades. Tentei me apoiar em quem não me dava apoio. Gritei por socorro mas não me deram ouvidos, foi então que fechei os olhos e decidi seguir na escuridão, sozinha, sentindo somente os meus pés no chão e minha alma flutuar. Foi então que comecei a voar e me viciei. E depois de tudo a moça de seus vinte e tantos anos descobriu que para voar é preciso primeiramente aprender a cair.

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